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15 abril 2010

Turquia - Parte 04 (último dia e volta)

Olá pessoal,

depois de chegar em terras turcas, conhecer um pouco da vida noturna e de suas bebidas típicas, ainda faltava um dia e algumas coisas básicas para se fazer, então tentamos acordar um pouco mais cedo desta vez e então experimentar o tal café-da-manhã (ainda é com hífen?) turco.

O local escolhido foi um pequeno café próximo do local onde estávamos que, de acordo com as indicações, seria o local ideal para ter uma ótima experiência gastronômica. Chegando lá, nos deparamos com uma fachada bem agradável e relativamente cheio (o que confirmava as indicações).

Demos uma baita (ta, as vezes entrego minha idade) sorte pois logo que chegamos, conseguimos uma mesa, deixando para trás muitas pessoas que estavam esperando a mais tempo na fila, mas infelizmente (ou felizmente para nós) é mais fácil arrumar lugar para 2 pessoas que para 4 ou mais. =p

Ao depararmos com o menu, logo veio aquela velha dúvida: "Que p***a de comida é essa?". Mas felizmente os ingredientes estavam em inglês, facilitando assim nossa escolha. Optamos pelo "café-da-manhã turco tradicional" acompanhado de Salep (lembram dele?).

Quando a comida chegou, ficamos com aquele olhar de rejeição. Mais pela quantidade que pela comida em si (se bem que aquilo estava longe de ser algo que eu considere um bom café-da-manhã). Resolvemos então complementar com uns ovos mexidos. =p~

Depois de satisfeitos e de barriga cheia, resolvemos seguir para o Grand Bazaar, já que no dia anterior o mesmo estava fechado. Agora imaginem a minha surpresa ao descobrir que este é um mercado que não abre aos domingos. Azar dele que não absorveu meu rico dinheirinho de turista! =/

Partimos então para a Blue Mosk pois aparentemente, estaria aberta a visitação pública.

A mesquita é composta por 2 partes, um pátio interno e a mesquita em si. O pátio é um lugar bem agradável, bonito, que prepara o ser para a resa ou o alivia após.

Como não estávamos com muito tempo, resolvemos adentrar logo na mesquita... nisso notamos que turistas possuem uma entrada própria e então decidimos procurá-la. A entrada fica meio que na lateral, quase que escondida, como se tentasse esconder do público que "descrentes" também tem acesso. Bom, retiramos nossos calçados e entramos. O lugar lembra bastante uma igreja, só que sem cruzes e tudo aquilo que lembra tanto uma igreja...bom, seria uma igreja com um decorador diferente..

Achei super interessante o fato de que as mulheres terem o seu lugar próprio dentro da mesquita e não poderem (ou ainda se limitarem) ultrapassar uma barreira imposta dentro da mesquita. Bom, acho que isso não deve ser mais um problema legal... infelizmente parece ser muito mais cultural. =/

Ficamos mais um pouco por ali e tal e então resolvemos continuar nossa andança. Partimos então para Hagia Sofia. No caminho encontramos alguns mausoléus e como não pagava nada, resolvemos dar uma olhada. Bem interessante, mas nada tão interessante assim, além da beleza e do cuidado que se tem com eles.

Chegando em Hagia Sofia, a curiosidade começa pelo portão de entrada, bem seguro por alguns guardas armados mas sem nenhuma fiscalização e com um fluxo grande de visitantes.

Ao ultrapassar os muros, deparamos com um belo jardim e uma vista muito boa do mar. Parecia um condomínio de alto luxo. =D


De lá, resolvemos partir para um mercado que uma amiga minha depois chamou de "mercado das pimentas" (creio que seja o mesmo). No caminho, vimos uma placa que chamou nossa atenção e por alguns minutos, até nos fez pensar em mudar de rumo... (vejam por vocês e digam se não ficariam tentados também)

Chegando no mercado (ao menos este estava aberto) vejo o ambiente cheio de pessoas comprando, iguarias e lembranças turcas, e muito vendedores tentando atrair seus clientes e para isso usando os mais diversos artifícios, inclusive diversidade linguística. Juro, vi um cara falando em umas 5 línguas, inclusive português e japonês! o.O


Depois de comprar algumas lembranças, resolvemos que estava na hora de voltarmos para casa pois teria que arrumar minhas coisas e pegar um avião de volta. No caminho, paramos mais uma vez para experimentar um lanche turco. Desta vez eu não lembro o que era, mas o gosto lembrava muito uma massa folhada com um queijo bem cremoso. Claro, acompanhado de chá, que provando, notei que era chá preto. =p

Bom, voltamos para casa. Arrumo minhas coisas e vamos para o ponto do ônibus. Depois de sofrer um pouco para achar o meu ônibus (quase pego para o aeroporto errado), confirmo com o motorista e sigo no meu caminho. Ainda tive tempo de tirar umas fotos do estádio de um dos times locais: O Besiktas (BJK). =D


Chego no aeroporto e me encaminho para o portão de embarques e lá chegando, minha primeira surpresa. Detector de metais, raio-x e toda aquela parafernalha que temos na hora do embarque... lembrem-se que eu tinha acabado de chegar no aeroporto.

Passando pela inspeção, me encaminho para o check-in e lá começo outra luta... mesmo antes de chegar no guiche, um cara pediu o meu passaporte e minha passagem. Tento explicar que não tinha passagem apenas o ticket eletrônico e então ele começa a fazer várias perguntas tais como: "O que você veio fazer aqui?", "Ficou onde?", "Você faz o que no UK?"... depois de responder ao questionário, passar meu passaporte em uma máquina, colar adesivos em tudo que é pertence meu, sou liberado para fazer meu check-in. =/

Check-in feito, me dirijo ao embarque, penso logo que seria rápido pois já tinha passado pela inspeção... doce ilusão... sou submetido a outra inspeção... tira sapato, tira casaco, tira notebook... coloca sapato, coloca casaco, coloca notebook... =/

Espero mais alguns minutos e consigo entrar no avião. Eu quase que vou correndo, mas resisti ao impulso por medo de chamar muita atenção e ser chamado para outra "entrevista" ou outra inspeção. Quem diria que um país que foi tão fácil de entrar, fosse tão difícil de sair. =/

Chego em Londres no horário marcado (incrivelmente) mas infelizmente sou imigrante e tenho que passar pela fila de imigração... nada de mais pois somos apenas umas 200 pessoas e o aeroporto disponibilizara 2 funcionários... ah, levei 2,5 horas para passar pela imigração.

Tipo, me diverti pra caramba nessa viagem, aproveitei bastante, fiquei cansado e tal, mas nunca pensei que fosse ficar muito mais cansado justamente nos aeroportos... isso me fez pensar cada vez mais a olhar os trens para as minhas próximas viagens.

[]'s e até as próximas viagens! =D


28 março 2010

Turquia - Parte 03 (segundo dia em Istanbul)

Olá pessoal,

continuando com minha visita à Istanbul, após ter o meu primeiro dia e minha primeira experiência com a vida noturna eu meio que acabei perdendo o meu segundo dia... acho que devido ao cansaço da viagem, acabei acordando as 16:30 e assim me deixando apenas a opção de fazer turismo noturno. =/

Seguimos para a rua e então decidimos comer alguma coisa. Bom, não alguma coisa simplória mas sim uma das iguarias turcas mais famosas pelo mundo: o Kebab! Tipo, o Kebab tornou-se uma das minhas comidas favoritas depois que vim para Londres, é meio como eles falam por aqui: "Você bebe, fica bêbado, come um Kebab, vai pra casa e dorme". Infelizmente não posso mostrar o Kebab pois não tive tempo de bater uma foto dele pois estava muito ocupado comendo-o. Mas se serve de consolo, aí tem uma foto do lugar onde comemos. =D

Depois de devidamente alimentados, resolvemos continuar nosso passeio noturno. Decidimos pegar um "Tram" até a Blue Mosk e novamente fiquei impressionado com a transporte público em Istanbul. Me lembrou muito os Trams de Amsterdam.

Ao descer do Tram consigo visualizar a Blue Mosk e confesso que fico surpreso com a beleza. A garoa que estava caindo acaba que expulsando os turistas o que deixa a visão quase que exclusiva. De tirar o fôlego!

Ao seguir para a mesquita, avistamos um carrinho que parecia vender um chá e convido o Lucas à me acompanhar numa bebida quente.

Ele aceita, mas quando nos aproximamos, notamos que aquilo não era chá, mas outra das exclusividades turcas: O Salep. A bebida, é servida bem quente (até porque estava fazendo um frio desgraçado!) e logo no cheiro já me lembra outra iguaria de minha infância: Papa de cremogema! =p. O Lucas concorda, mas diz que o bom mesmo não lembra tanto assim (fato confirmado no dia seguinte).

Ficamos por ali, um pouco e então começamos a se perguntar sobre qual seria a próxima parada... consultamos um mapa e decidimos ir ao Grand Bazaar, que é considerado umas das grandes atrações de Istanbul.

Infelizmente, ao chegarmos lá, encontramos apenas os portões fechados. =/

Depois desse banho de água fria, ficamos meio que sem rumo e então resolvemos tomar um rumo meio que na doida e aproveitar então para experimentar um pouco das especialidades turcas.

Nossa primeira parada foi em uma barraquinha que vende um dos pratos que o Lucas considera como "tem que provar": O Micyedi. Uma espécie de mexilhão na qual os turcos colocam arroz frito dentro. Muito gostoso mesmo! Ah, um lance que foi bem engraçado lá é que quando eu cheguei, fui bater uma foto da barraca, ai uma das clientes se levantou e foi posar de cozinheira! Novamente, o povo turco mostrando sua simpatia! =D

Depois de satisfeitos, resolvemos seguir "experimentando" as delícias locais e como tínhamos acabado de comer, decidimos beber! Partimos para a rua dos bares e logo achamos um bar que parecia ser bem agradável. Entramos! Uma fato curioso sobre os bares em Istanbul é que os bares em geral parecem ser bem pequenos do lado de fora, mas geralmente possuem vários andares e, se você conseguir um lugar para sentar, é possível ter uma belíssima vista do últimos andares, que possuem teto retrátil para épocas de verão. Acho que seria legal ver bares no brasil com algo parecido.

Bom, mas já que estávamos em um bar, resolvi experimentar o outro orgulho alcoólico turco: o Raki.

O Raki, é uma espécie de vodka local que, sem brincadeira nenhuma, tem um pouco gosto de graviola... sim, a fruta. A bebida é bastante enjoativa e você acaba ganhando um copinho de água que te ajuda a beber e a completar a bebida. No fim acho que vale ao menos a experiência.

Ainda no bar, a bateria da minha câmera decide acabar e com isso me deixando sem evidências fotográficas das minhas outras duas experiências da noite: o café turco e o narguilé.

O narguilé eu já conhecia, mas confesso que fumar um tomando um cafézinho turco é algo bem instigante. Já o café, bem, para aqueles que gostam de café forte, provavelmente ficarão fãs. Eu, mesmo não sendo fã de café, gostei mas confesso que a quantidade de borra que sobra no fundo do copo, me deixou engasgado por um bom tempo, sem falar que acabou me deixando super ligado! o.O

Depois do café, fomos a outro bar onde tomamos mais umas cervas e depois voltamos para casa, pois queria acordar um pouco mais cedo no meu último dia e quem sabe assim tirar algumas fotos mais legais!

[]'s e até a última parte da minha saga em terras turcas! =D


22 março 2010

Turquia - Parte 02 (primeiro dia em Istanbul)

Olá pessoal,

continuando com a minha viagem à Turquia... após descansar um pouco, resolvemos ir passear por Istanbul e durante o planejamento do itinerário acabo descobrindo que Istanbul na verdade pertence a dois continentes, um lado fica no Leste Europeu enquanto a outro lado, na Asia. o.O

Itinerário construído, começamos nosso passeio e não demorou muito para eu começar a identificar as características próprias desta cidade. O trânsito em Istanbul é algo que me lembrou bastante aqueles vídeos onde vemos o trânsito na Índia: caos mas, por mais incrível que pareça, nenhum acidente! Questionei isso ao Lucas, mas como ele bem me lembrou, depois de passar 1 ano morando na Índia, ele nem tinha notado essa característica do trânsito local.

Seguimos com o passeio e começo a ver como o Istanbul é uma cidade bastante peculiar. Digo isso com a melhor dos sentidos. Sempre que imaginava Istanbul, imaginava uma cidade parada no tempo, com pessoas olhando atravessado para novidades e estrangeiros. Não poderia estar mais enganado! Não digo que a cidade seja a capital mais moderna do mundo, mas vejo uma cidade querendo crescer e se modernizar mas ao mesmo tempo, tentando manter suas tradições. Toda essa mudança, aparentemente tem um responsável: Atatürk! Por todo canto que você passe, sempre existe uma estátua, uma foto... alguma menção a esse líder. E acho que eles, de certo modo, tem razão. Afinal, o cara começou a modernização de seu povo.

Mas continuando com o passeio, resolvemos pegar o barco para irmos a Kadiköy, na parte asiática de Istanbul. O passeio não leva mais de 20 minutos e garanto à vocês, é algo que vale a pena!




Chegando lá, começamos a andar pelo "calçadão" e logo reparo na primeira especialidade da culinária de rua da Turquia: o Simit. Um anel feito de pão que é vendido em todo canto em Istanbul. É quase que impossível passar mais de 5 minutos andando e não se deparar com um vendedor ou uma pessoa comendo. Do gosto posso dizer que lembra bastante o nosso velho pão francês, apenas um pouco mais temperado.

Depois de andar um pouco pelas ruas, resolvemos parar em um bar para tomar uma cervejinha e foi aí que descobri que eles também são apaixonados por cerveja, mas infelizmente, quase que não existe opção além da "Efes". Não que ela seja uma cerveja ruim, mas é interessante ter opções nacionais sem a necessidade de importar. Ah, outro fato que eu achei interessante foi o lance deles servirem cerva com pipoca! o.O Bom, o jeito foi aproveitar! =D

Depois de tomar a cervejinha com a pipoca, resolvemos voltar ao pier e pegar outra balsa, só que dessa vez para Eminönü, que fica do lado europeu de Istanbul, quase que no mesmo lugar onde pegamos o primeiro barco, só que um pouco "mais para o lado", se é que vocês me entendem...

Ah, foi justamente nesse trajeto que comecei a notar outra qualidade dos turcos: simpatia. Quando entramos no barco, fomos direto para "popa" do barco (parte de trás do barco) pois sabíamos que lá teríamos uma boa vista. Pois bem, poucos minutos do barco ter zarpado, começamos a observar uma quantidade enorme de gaivotas que seguiam nosso barco, pois alguns passageiros levavam o famoso Simit e jogavam seus pedaços para nossos companheiros de penas. Nisso, um casal notou que estávamos com um pouco de inveja da diversão e simplesmente repartiu seu pão conosco! =D Aí foi só festa! Nossa e dos pássaros, que agora tinham outro ponto de distribuição de pão.



Chegando em terra seca, passeamos mais um pouco, subimos na Galata Tower, de onde é possível ver toda Istanbul. Não que a torre seja altíssima, mas além de ser alta, também está localizada em um local bem alto. Após alguns minutos no topo da torre, começo a escutar o chamado das mesquitas ao seu povo, quase que lembrando à todos que por mais moderna que Istanbul esteja se tornando, ainda é uma cidade de tradições. O chamado soa como um canto melancólico mas que trás bastante paz.

Bom, depois disso foi voltar para o apartamento, comer um pouco, descansar mais um pouco e beber algumas cervejas com os amigos do Lucas. Isso acabou levando a uma partida de "Spoons" (jogo aparentemente muito famoso nos EUA) que teve um duelo brasileiro na final com é claro, o visitante (eu) ganhando a simpatia da torcida! =D Depois, foi se arrumar e ir para uns bares e tomar mais Efes e voltar para casa destruído, mas com a sensação de dever cumprido no primeiro dia em Istanbul.

[]'s e até o próximo capítulo desta minha viagem por terras turcas! ;)


07 março 2010

Turquia – Parte 01 (Ida e chegada)

Olá pessoal,

desculpem novamente pela desatualização do blog e tal mas tive uma semana muito cheia mas é claro que eu me gabarei contarei à vocês ao longo dos próximos posts, mas como sou muito gente boa e sei que vocês, caros leitores, são muito curiosos, contarei o último dos acontecimentos da minha semana: estou na Turquia (no aeroporto esperando o meu voo de volta para Londres). =D

Bom, mas agora vocês devem estar se perguntando: Mas que p***a você foi fazer na Turquia? Bem, tenho um amigo que está se aventurando por lá e então resolvi fazê-lo uma visita! Ta vendo como sou um bom amigo? (Me convidem para seus casamentos =p).

Explicado o motivo, acho melhor dividir essa história em 3 partes, pois creio que será grande o bastane e me dará assunto suficiente para manter vocês ocupados! =p

  • Ida e chegada
  • Istanbul
  • Volta

Ida e chegada

Estava conversando com o Lucas no skype e então ele me solta uma bomba: “Cara, devo voltar para o Brasil no fim de março!”. Com isso minha cabeça começou a pirar… “Porra, ambos saímos do Brasil quase que na mesma época e nunca nos encontramos depois de lá. Vou te visitar aí!” E ele na calma que lhe é peculiar: “Venha!”. Pronto, comprei os tickets e avisei para ele que estava indo e que ele arrumasse algum lugar para eu ficar em sua casa lá. Tudo acertado!

O dia da viagem chega e é claro que eu não tenho nada arrumado (apenas os tickets para a viagem) tinha que arrumar minha bagagem e escolher uma forma de chegar no Stansted Airport. As formas mais simples seriam pegar um trem (Stansted Express) ou ir de ônibus (Easy Bus). Escolho o trem por ser mais rápido e estava com medo de acabar perdendo o voo.

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Chegando no aeroporto, começa a tortura de toda viagem: Passar pelo embarque! =/

Convenhamos, é um saco! Tira carteira, tira laptop, tira câmera, tira cinto, tira casaco passa pelo detector de metais e depois começa todo o processo para vestir tudo de forma rápida e com o mínimo de dignidade (se é que sobra alguma). Mas se ao menos meus embarques fossem tão simples assim… não sei por que raios a galera teme em pedir para revistar minha mochila toda vez… dessa vez eu perguntei a moça que disse que é porque eu tinha esquecido de retirar a minha pasta de dente (que estava dentro do saquinho transparente) de dentro da mochila. =/ Bom… finjo que acredito, dou um sorriso amarelo e começo a recolocar toda minha roupa de volta na mochila. Passando esse momento chato, chega a vez de realmente embarcar no avião e seguir meu caminho rumo à Turquia!

DSC_0272Ja dentro do avião, uma bela surpresa. Um ótimo serviço de bordo (vou sugerir que o pessoal da Tap faça um treinamento com a galera da Turkish Airlines). As aeromoças super simpáticas e sem economia com a comida ou bebida. =D

Depois de 3 horas de viagem, chego ao meu destino: Turquia! Ao chegar lá, me dirijo ao controle de passaportes, mas me deparo com duas placas: Controle de Visto (Visa Control) e Controle de Passaporte (Passaport Control). Nesse momento bateu a dúvida, devo pegar qual fila? Bom, o Lucas já tinha me falado que o Brasil possui um acordo com a Turquia e por isso o turista brasileiro não precisa de visto não, basta apresentar o passaporte no controle. Mas mesmo assim, não custava nada confirmar com algum funcionário né? História confirmada, entro na fila do controle, espero cerca de 5 min e chega minha vez. Entrego o passaporte, o cara simplesmente olha para ele, abre carimba e me despacha! Nunca foi tão fácil e rápido entrar em um país! =D

Beleza, já tinha conseguido entrar no país, agora so faltava conseguir chegar na casa do Lucas… ele me falou que lá do aeroporto existem alguns ônibus (shuttles) que vão direto para Taksim (centro de Istanbul) e que custavam cerca de 10 liras… comecei então minha busca por informações sobre onde pegar o tal do ônibus. E lá vou eu, tentar olhar as placas… nisso chega então um rapaz perguntando se eu precisava de ajuda e é claro que minha cara de desesperado acabou me entregando. Digo a ele que procurava o Shuttle para Taksim e ele me fala que custava 15 euros! o.O Mas como assim 15 euros? O Lucas me falou que eram 10 liras +/-. Tento perguntar ao cara se era ticket de ida e retorno, pois dessa forma até que poderia ser (mesmo assim, tava muito caro). E ele escutou falando “ticket”, balançou a cabeça e ja foi tirando o talão para emitir o “ticket”. E foi aí que me liguei que o cara não falava inglês e era apenas programado para responder a algumas palavras chaves como “help”, “Taksim” e “Ticket”. Logo compreendi que o cara tava tentando me empurrar um taxi. =/ Digo ao doido (que ficou com cara de contrariado) que não queria e saí. Resolvi tentar ligar para o meu amigo, mas para a minha sorte, o meu celular não estava conseguindo ligar e no orelhão não existia instruções em inglês de como ligar à cobrar… Novo desespero… Foi aí que vi um quiosque da Vodafone e então resolvi tentar comprar um chip pré-pago e quem sabe assim conseguir contactar meu amigo.

Não comprei o chip (não funcionou com o meu celular) mas acabei conseguindo a informação que precisava: O ônibus que vai para Taksim era um ônibus branco que estava parado na frente do aeroporto, bastava confirmar com o motorista e entrar. A passagem custava 13 liras. Ainda não foi as 10 liras que esperava mas mesmo assim, era bem melhor que as 75 liras que o cara tava querendo me cobrar no taxi! =/

DSC_0285 Chegando a Taksim, começa agora a aventura para achar o ape do cara! Lá vou eu novamente tentar pedir informações para a galera… novamente, a mesma conversa: “Te levo lá” =/ Decido me afastar um pouco do ponto e pergunto a um vendendor. Esse então me aponta uma direção, confirmo perguntando outro ponto de referência e ele prontamente confirma o sentido! =D Estava quase chegando!

Chego então no Burger King (primeiro ponto de referência) e então tĩnha instruções de seguir pela calçada da esquerda no sentido contrário dos carros. Olho para a rua da esquerda, so vejo carro descendo.. olho para a rua da direita (era um calçadão) e vejo alguns carros subindo, então decido ir por ela. Depois de andar uns 10 minutos, resolvo perguntar a um senhor onde ficava o segundo ponto de referência, e para a minha surpresa, ele me fala que estava lá pra trás e que ficava em alguma rua paralela. Putz, peguei a rua errada! Lá vou eu voltar para o começo da rua e tentar pegar a rua paralela. Bom, se a rua era paralela, achei que poderia entrar em algum bequinho para cortar caminho… um dos meus piores erros. Comecei a andar pelos becos e logo me senti andando em plena favela (não digo que lá seja uma favela, mas foi a sensação que tive) com neguinho dormindo pelo chão e com aquele inconfund//ivel cheiro de urina. Logo pensei… “Só me faltava essa, chegar em Istanbul e acabar sendo assaltado”. Tratei então de voltar para o calçadão e seguir o caminho de volta. Chegando no topo, pego a rua da esquerda (que era de mão dupla) e daí é so seguir o resto das informações e chegar são e salvo no ape do Lucas!

Conversamos um pouco, mas decidimos descansar um pouco antes de começar as andanças pelas terras turcas!

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[]’s e até a próxima parte do post! =D